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Cada vez mais crianças e adultos apresentam uma reação alérgica a certas comidas. E isso pode acontecer de uma hora para a outra. A nutricionista Susy Graff afirma que a alergia alimentar ocorre com maior prevalência nos primeiros anos de vida. Na infância a prevalência situa-se entre 2,5% e 8,0%. A alergia alimentar é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares. O termo hipersensibilidade alimentar (geralmente usado como sinônimo de alergia alimentar) pode ser definido como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alergenos (substâncias que desencadeiam a alergia) presentes nos alimentos, causados pela exposição a um estímulo em uma dose tolerada por pessoas normais. Os genes têm culpa no cartório. Se os pais apresentam algum tipo de reação, mesmo que não tenha a ver com comida como asma ou dermatite , o filho tem 75% de risco de desenvolver uma manifestação do gênero, incluída a alergia a algum tipo de alimento, conta. Ela ocorre quando o sistema imunológico passa a enxergar a proteína de determinado ingrediente como uma ameaça. O curioso é que a reação alérgica pode desaparecer à medida que a criança cresce ou, então, no outro extremo, se manifestar apenas na fase adulta. Ainda não se sabe o motivo, mas na infância algumas células passam a produzir substâncias que bloqueiam os anticorpos, pondo um ponto final na alergia em muitos casos. Estamos falando de crianças. Com adultos, uma vez iniciada, a história não tem fim. Nos Estados Unidos, chama a atenção o alarmante crescimento de alergias provocadas pelo amendoim, item obrigatório na mesa dos americanos lá são nada menos do que 1,8 milhão de pessoas que passam mal quando comem qualquer coisa à base dessa oleaginosa. No Brasil os casos de alergia alimentar também aumentam. Só que, aqui, não há uma estimativa exata dos afetados, afirma a nutricionista Susy Graff. Muitos especulam que o crescente consumo de produtos industrializados contribuiria para a maior incidência da alergia alimentar mas nada ainda foi comprovado. Evandro Prado, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia, tem uma explicação na ponta da língua para esse fenômeno: Estamos fazendo mais diagnósticos de alergias, o que aumenta a prevalência do problema, avalia. A nutricionista alerta que a reação alérgica vai depender da dosagem dos anticorpos específicos. Deste modo, uma pessoa pode levar uma semana ou mais de dez anos até que o organismo forme uma considerável quantidade deles. Para entender melhor e saber quais alimentos costumam desencadear a alergia alimentar, a médica organizou uma lista de alimentos que na maioria das vezes provocam a patologia.
1- Leite e derivados: A caseína (80% da proteína do leite) e a lactose (açúcar do leite) são as frações mais alergênicas do leite e são termoestáveis, o que significa que a fervura não diminui a alergenicidade. Observações: Usar leite com baixo teor de lactose ou de cabra ou de soja ( somente para alérgicos a caseína ou a lactose). Sintomas: Prisão de ventre, diarréia e vômito, erupções cutâneas.
2- Ovos: Geralmente o paciente reage mais com a clara, que contém várias proteínas como: ovalbumina, conalbumina, lisosima, avidina e ovomucóide, principalmente se não cozidos.
3- Oleaginosos: amendoim, castanha de caju, nozes, avelã, amêndoa, nozes pecan e chilena, macadâmia, castanha do Brasil (Pará). Sintomas: Erupções cutâneas ou urticária, inchaço e desarranjo intestinal. Asma e eczema. Possível anafilaxia, geralmente quando as nozes são ingredientes ocultos.
4- Frutos do mar: peixes, camarão, mexilhão, moluscos, ostra, lagosta, lula, siri, mesmo enlatados, etc. Sintomas: Náuseas, desarranjo intestinal, enxaqueca, erupções cutâneas e inchaço, olhos irritados, possível anafilaxia.
5- Trigo e derivados: Cereais, pão e seus produtos, misturas desidratadas para sopa, bolos, massas, molhos, bolinhos, produtos contendo farinha de trigo. Sintomas: Diarréia e outros desarranjos intestinais (cólicas) , enxaqueca, cefaléia e eczema. O trigo, bem como o centeio, cevada, aveia e malte contêm GLÚTEN , uma proteína aglutinadora, que pode ser colocada em outros preparados, como pães de batata, milho, mandioca, para ficarem mais macios, e no caso de alergia ou intolerâncias menores, pode originar distúrbios. Por isso, os vinhos vêm com etiqueta dizendo que não possuem GLÚTEN, já que outros fermentados e destilados alcoólicos derivados da cevada e malte, contêm glúten.
6- Embutidos: salsicha, lingüiça, salame, pastrame, presunto, mortadela etc.
7- Enlatados: preferir alimentos naturais. Aí reside o perigo dos aditivos industriais.
8- Derivados de coco: O coco é alergeno forte para algumas pessoas. Sintomas-Enxaqueca.
9- Derivados de porco: algumas proteínas da carne de porco e seus derivados.
10- Alimentos com corantes ou aromatizantes.
11- Embalagens: é mais seguro preferir em vidro.
12- Cítricos: limão, abacaxi, kiwi, melão, sementes de frutas, e mesmo pólen. Sintomas: Erupções cutâneas faciais ou urticárias e sensação de coceira ou formigamento na boca.
13 - Chocolate e derivados (o cacau pode ser muito alergênico). Sintomas: Erupções cutâneas ou urticária; se os verdadeiros culpados forem o leite ou as nozes, as reações podem ser mais graves.
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